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Guia de crédito imobiliário

SAC ou Price: qual tabela de amortização escolher

As duas montam a mesma dívida de um jeito diferente — e isso muda o tamanho da sua parcela e quanto você paga de juros no fim. Entenda a lógica de cada uma e decida com clareza, sem juridiquês.

Por Monte Cristo6 min de leituraAtualizado em 12/08/2026

O que é amortização, afinal

Toda parcela de um financiamento tem duas partes: uma abate a dívida de verdade (a amortização) e outra paga o custo de usar o dinheiro do banco (os juros). Os juros sempre incidem sobre o saldo devedor — o quanto você ainda deve. A diferença entre SAC e Price está em quanto você amortiza a cada mês. É essa escolha que define se a parcela nasce alta e cai, ou nasce baixa e fica fixa.

Como funciona a tabela SAC

SAC é a sigla de Sistema de Amortização Constante. A ideia é simples: você abate o mesmo valor de dívida todo mês, do primeiro ao último. Como o saldo devedor cai de forma constante, os juros — que incidem sobre ele — também caem mês a mês.

O resultado é uma parcela que começa mais alta e vai diminuindo ao longo do tempo. A primeira parcela é a mais pesada do contrato; as últimas, as mais leves. Como o saldo desce rápido, a SAC tende a cobrar menos juros no total. É o sistema mais usado no financiamento de imóvel no Brasil.

Como funciona a tabela Price

Na tabela Price (também chamada de sistema francês), a lógica se inverte: a parcela é fixa do começo ao fim. Para manter esse valor constante, o banco cobra muitos juros e amortiza pouco no início; com o tempo, a proporção vira — a parte de juros encolhe e a de amortização cresce.

A vantagem é a previsibilidade e a parcela inicial mais baixa que a da SAC — o que ajuda quem tem a renda mais apertada agora. O contraponto é que, como o saldo devedor desce devagar no começo, o custo total de juros tende a ser maior. Vale lembrar que, em financiamento imobiliário, mesmo a parcela "fixa" da Price sofre correção monetária ao longo dos anos.

SAC x Price: a comparação lado a lado

O quadro abaixo resume o comportamento de cada sistema. Os valores exatos dependem do banco, do prazo e da taxa vigente — por isso aqui a comparação é qualitativa. Para os números reais do seu caso, simule nos bancos.

CritérioTabela SACTabela Price
Parcela inicialMais altaMais baixa
Evolução da parcelaDiminui mês a mêsFixa (sujeita a correção)
Ritmo de queda do saldo devedorRápido e constanteLento no começo
Juros totais no fimTendem a ser menoresTendem a ser maiores
Previsibilidade da parcelaMuda todo mês (sempre para menos)Valor estável e previsível
Perfil que se beneficiaQuem aguenta a parcela inicial e quer pagar menos juros no totalQuem prioriza parcela menor agora e previsibilidade no orçamento

Estratégias: amortizar, antecipar e portar

Escolher a tabela não encerra o jogo — o que você faz depois pesa tanto quanto. Amortização antecipada: sobrou dinheiro (13º, bônus, FGTS)? Abater o saldo devedor reduz o custo total nas duas tabelas, e o efeito é maior quando o saldo ainda é alto — nos primeiros anos. Você escolhe entre reduzir o prazo (quita antes) ou reduzir a parcela (alivia o mês).

Portabilidade: se outro banco oferecer condições melhores, você pode transferir a dívida e, na nova operação, rever inclusive o sistema de amortização. É uma carta na manga para os anos seguintes, quando o mercado muda.

Como decidir pela sua renda e pelo seu objetivo

Não existe tabela "melhor" no vácuo — existe a que combina com o seu momento. Comece pela parcela inicial: como o banco calcula o comprometimento de renda sobre ela, a SAC exige renda maior para aprovar o mesmo valor. Se a parcela alta da SAC couber com folga no seu orçamento, ela costuma ser o caminho de menor custo total.

Se o objetivo é liberar o máximo de crédito agora ou manter a parcela previsível e mais leve no início, a Price entra em jogo — desde que você entenda que paga por isso lá na frente. Pense também no horizonte: quem pretende amortizar ou revender em poucos anos se beneficia da queda rápida do saldo na SAC. A leitura fica muito mais fácil com os números na frente.

Dica da Monte Cristo

Não decida pela taxa da propaganda nem pela parcela inicial isolada. Peça na simulação a parcela inicial de cada sistema e o total pago no fim do contrato, lado a lado. Aí você vê de verdade o preço da parcela mais leve — e escolhe com os olhos abertos.

Perguntas frequentes

SAC ou Price: qual paga menos juros no total?
Em geral, a tabela SAC paga menos juros ao longo do contrato. Como você amortiza um valor fixo todo mês, o saldo devedor cai mais rápido, e é sobre esse saldo que os juros incidem. Na Price, a amortização é menor no começo, então o saldo desce devagar e os juros acumulados tendem a ser maiores. O número exato depende do banco e do prazo — simule em /financiamento para ver os valores reais.
Na SAC a parcela cabe no meu bolso logo no começo?
É o ponto de atenção da SAC: a primeira parcela é a mais alta de todas, porque soma a amortização fixa com os juros sobre o saldo cheio. O banco calcula o comprometimento de renda justamente sobre essa parcela inicial. Se ela couber no seu orçamento, o resto do contrato só fica mais leve, porque as parcelas diminuem mês a mês.
Posso trocar de sistema depois que assinar?
Dentro do mesmo contrato, não se troca de SAC para Price livremente. O que existe é a portabilidade: você leva a dívida para outro banco e, na nova operação, escolhe o sistema oferecido. Também dá para amortizar antecipadamente a qualquer momento, o que reduz prazo ou parcela sem mudar a tabela.
Qual sistema os bancos costumam oferecer para imóvel?
Para financiamento imobiliário, a SAC é a mais oferecida e a mais usada, especialmente nas linhas com recursos da poupança (SFH). A Price aparece em algumas linhas e para perfis específicos. Nem todo banco oferece as duas opções em toda linha — vale confirmar na simulação.
Amortizar antecipadamente vale a pena em qual das duas?
Vale nas duas, e sempre reduz o custo total, porque ataca o saldo devedor. O efeito costuma ser mais sentido quando o saldo ainda é alto — ou seja, nos primeiros anos. Você pode pedir para reduzir o prazo (quita mais rápido) ou reduzir o valor da parcela (alivia o mês). O FGTS pode ser usado nesse abatimento.
A Monte Cristo ajuda a escolher entre SAC e Price?
Sim, faz parte do acompanhamento. A gente roda os cenários com você, olha o comprometimento de renda na parcela inicial e mostra o que cada sistema significa no longo prazo. A simulação é feita direto nos bancos, com as condições oficiais de cada um.

Uma simulação, vários bancos

Com apenas uma simulação, a Monte Cristo apresenta o seu perfil a mais de 3 bancos de uma só vez — Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, C6, Inter…

Simular em vários bancos

Simulação multibanco

Uma simulação. Vários bancos.

Com apenas uma simulação de financiamento imobiliário, você tem acesso a mais opções, com diferentes condições. Por meio de uma parceria estrutural com uma das principais plataformas de crédito do país, a Monte Cristo apresenta o seu perfil à mesa de crédito de mais de 3 bancos de uma só vez — Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, C6, Inter, entre outros. O leque exato depende do valor do crédito, da entrada e do seu perfil — e é justamente isso que a simulação revela.

1.

Você conta o seu objetivo

Uma mensagem no WhatsApp basta — comprar, construir ou usar um imóvel como garantia.

2.

Nós simulamos nos bancos

O seu perfil vai às mesas de crédito de uma só vez, sem você peregrinar de site em site.

3.

Você compara e decide

Recebe as condições lado a lado e conta com o nosso acompanhamento até a aprovação.

Quero simular em vários bancos ao mesmo tempo

A análise, a aprovação e as condições finais do crédito são de competência exclusiva de cada banco.

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Conteúdo educativo — condições, taxas e disponibilidade variam entre bancos e ao longo do tempo; confirme os valores atuais na simulação. Este material não substitui a análise de crédito nem a orientação individual. CRECI 287033 SP.

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