O que é financiamento imobiliário
Financiar é comprar o imóvel com o dinheiro do banco e pagar em parcelas ao longo dos anos, dando o próprio imóvel como garantia. Você entra com uma parte (a entrada) e o banco cobre o resto — que você devolve com juros, em um prazo que pode chegar a 35 anos. É o caminho mais usado por quem quer sair do aluguel sem ter o valor total à vista.
Como o imóvel fica em garantia (a chamada alienação fiduciária), os juros do crédito imobiliário estão entre os mais baixos do mercado — bem menores que os de um empréstimo comum. Em troca, o banco analisa com cuidado tanto você (renda, histórico) quanto o imóvel (avaliação e documentação). E, na hora de comparar as ofertas, o número que realmente conta é o CET — o custo real do crédito.
Como funciona, passo a passo
O caminho mais tranquilo começa pela pré-aprovação — saber quanto o banco libera antes de escolher o imóvel muda o jogo da negociação.
- 1. Simulação e pré-aprovação. Você informa renda e valor pretendido; o banco estima quanto libera, a taxa e a parcela.
- 2. Escolha do imóvel. Com a carta de crédito em mãos, você fecha a proposta sabendo o que cabe no orçamento.
- 3. Avaliação do imóvel. O banco envia um engenheiro para avaliar a garantia.
- 4. Análise jurídica e documentação. Conferência das suas certidões e das do imóvel.
- 5. Assinatura do contrato e registro. Assinado e registrado em cartório, o crédito é liberado ao vendedor. A casa é sua.
Quanto você precisa: entrada, renda e prazo
Duas contas resolvem a maior parte das dúvidas. Entrada: reserve cerca de 20% do valor do imóvel (o banco financia até 80%). Renda: a parcela não deve passar de 30% da sua renda familiar bruta. Some ainda os custos de cartório e o ITBI (em torno de 4% a 5% do valor) — que normalmente não entram no financiamento.
O prazo pode chegar a 35 anos: prazos mais longos reduzem a parcela, mas aumentam os juros totais. Uma entrada maior faz o oposto — encolhe o custo do crédito inteiro. Os percentuais e condições atuais variam por banco e perfil, então o passo certo é simular, não chutar.
SAC ou Price? Os métodos de amortização
Amortização é o jeito como você abate a dívida. Na tabela SAC, as parcelas começam mais altas e vão diminuindo mês a mês — você paga menos juros no total. Na tabela Price, a parcela é fixa e começa mais baixa, mas o custo total costuma ser maior. Para imóvel, a maioria escolhe a SAC.
A escolha depende do seu momento: fôlego no começo, previsibilidade da parcela e quanto você pretende amortizar antes do fim. Veja SAC x Price em detalhe.
O critério que decide: o CET
O CET (Custo Efetivo Total) é o preço verdadeiro do crédito. Ele reúne, em uma única taxa anual, os juros, os seguros obrigatórios (MIP e DFI), a taxa de administração e os demais encargos. Todo banco é obrigado a informá-lo. Por isso a regra de ouro da comparação é simples: compare CET com CET — nunca a taxa da propaganda de um banco com a taxa da propaganda de outro. Dois contratos com a mesma taxa nominal podem ter CETs bem diferentes, e é o CET que sai da sua conta todo mês.
É o que separa a “menor taxa” do menor custo real. Veja como comparar bancos pelo CET.
Financiamento, consórcio ou à vista?
Não existe resposta única — depende do seu momento. Financiamento é para quem quer o imóvel agora e aceita pagar juros pela pressa. Consórcio é para quem pode esperar e quer fugir dos juros. À vista dá o maior poder de negociação. A Monte Cristo ajuda a rodar os cenários e escolher o que faz sentido pra você.
Dá pra usar o FGTS
Se você tem saldo de FGTS, ele pode entrar na entrada, abater o saldo devedor ou pagar parte das parcelas. Vale para imóvel residencial urbano, dentro do valor permitido e sem outro financiamento ativo no SFH. Usado com estratégia, o FGTS costuma reduzir bastante o custo total.
Documentos que você vai precisar
- RG, CPF e comprovante de estado civil;
- Comprovante de renda (holerite, extrato, imposto de renda ou pró-labore);
- Comprovante de residência atual;
- Documentação do imóvel (matrícula atualizada e certidões).
Dica
Organize a papelada antes de escolher o imóvel e já saia com a pré-aprovação. Você chega à negociação com a carta de crédito em mãos — o que dá mais força para negociar preço e condições.
Perguntas frequentes
- Qual a entrada mínima para financiar uma casa?
- Na maioria dos bancos a entrada mínima é de 20% do valor do imóvel — o financiamento cobre até 80%. Alguns programas e perfis financiam mais, mas quanto maior a entrada, menores os juros e o custo total.
- Quanto da minha renda posso comprometer com a parcela?
- A regra geral dos bancos é que a parcela não ultrapasse 30% da renda familiar bruta mensal. Isso protege o seu orçamento e aumenta a chance de aprovação.
- Posso usar o FGTS no financiamento?
- Sim. O FGTS pode entrar na entrada, abater o saldo devedor ou pagar parte das parcelas, desde que você atenda às regras (imóvel residencial urbano, dentro do valor permitido e sem outro financiamento ativo no SFH).
- SAC ou Price: qual é melhor?
- Na tabela SAC as parcelas começam mais altas e diminuem com o tempo, e você paga menos juros no total. Na Price a parcela é fixa e começa mais baixa, porém o custo total tende a ser maior. Para imóvel, a SAC é a mais usada.
- Quanto tempo demora para aprovar o financiamento?
- Da simulação à assinatura, o processo costuma levar de 2 a 6 semanas, dependendo da análise de crédito, da avaliação do imóvel e da documentação. Com a papelada organizada, tende a ser mais rápido.
- A Monte Cristo cobra pela orientação do financiamento?
- A orientação faz parte do nosso acompanhamento. A simulação é feita direto nos bancos, com as taxas oficiais de cada instituição — não há margem da imobiliária embutida.



